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medo de fantasmas e monstros

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Medo de fantasmas e de monstros    

 

                                     O medo do escuro costuma aparecer associado a outros,como o de monstros e fantasmas ,que nunca "surgem"durante o dia,apenas depois que a noite cai.

                         Portanto ,é preciso redobrar a atenção nesse horário.Histórias que possam causar medo ou conversas que geram alguma preocupação devem ser deixadas,de preferência,para o dia seguinte.

                         Embora esses seres sejam fruto da imaginação das crianças,são bastante reais.Repetir que monstros e fantasmas não existem,na grande maioria das vezes,não é o suficiente para aplacar o temor.Mesmo assim,você pode explicar a ela que existem diferenças entre a realidade e a imaginação,e até dar uma olhadinha debaixo da cama ou dentro do armário os "esconderijos" preferidos dos tais monstros,para certificá-la de que eles não estão por perto.

                        Também é preciso evitar a armadilha de ignorar o sentimento da criança,tratando o assunto como se não passasse de uma bobagem sem importância.Pode ser muito frustrante para a criança ver que ninguem fica  sensibilizado com o seu problema.

                        Uma idéia é combater esse excesso de imaginação com uma boa dose de imaginação também.Parece contraditório.Contudo,algumas crianças se sentem seguras dormindo com uma lanterna ao lado da cama como se fossem verdadeiras armas contra monstros indesejados que não gostam de luz. Vale lembrar que não é só a imaginação que pode provocar pavores.Filmes e desenhos também despertam esse sentimento nos pequenos,que passam a ter medo de alguns personagens,como o Lobo mau;  a chapeuzinho vermelho ou mesmo a Cuca,do Sítio do Pica-pau Amarelo.Assim,você pode e deve controlar a programação televisiva para evitar problemas no futuro próximo.

 

 

                                    O Domador de monstro  

 

O Domador de Monstro

Autora: Ana Maria Machado

Ilustração: Suppa    Editora: FTD

 

 

Era uma vez um menino chamado Sérgio. Um menino como você e eu, que ás vezes tinha medo e às vezes era corajoso. Uma noite, antes de dormir, ele ficou olhando as manchas que as sombras das árvores lá de fora iam formando na parede do quarto. Elas mexiam, mudavam de lugar, viravam figuras de monstro horríveis, horrendos, horrorosos.

Sérgio ficou com medo. Para espantar o medo, o jeito era conversar com o monstro:

- Você pensa que me mete medo, é? Só porque é feioso? Se ficar me olhando assim, eu chamo um mostro mais feio para te assustar.

Mas o monstro da parede nem ligou. Sérgio fechou os olhos bem apertados e chamou um monstro mais horrendo, horrível e horroroso. E avisou: - Aí vem um monstro de um olho só.

Quando Sérgio abriu os olhos, o monstro velho tinha ido embora da parede e lá

estava novo, de um olho só, olhando para ele. Aí Sérgio disse:

- Se ficar me olhando assim, eu chamo um monstro mais feio para te assustar. Mas o monstro da parede nem ligou. Então avisou: - Aí vem um monstro de um olho só e duas bocas.

E quando abriu os olhos, o monstro velho tinha ido embora da parede, e lá estava

    novo olhando para ele com seu olho só e suas duas bocas. Aí Sérgio disse:

- Se ficar me olhando assim, eu chamo um monstro mais feio pra te assustar. Mas o monstro da parede nem ligou. Então Sérgio avisou: - Aí vem um monstro com um olho só, duas bocas e três chifres.

E quando abriu os olhos, o monstro velho tinha ido embora da parede e lá estava

•    novo olhando para ele com seu olho só, suas duas bocas e seus três chifres. Daí a

pouco Sérgio disse:

- Se ficar me olhando assim, eu chamo um monstro mais feio pra te assustar. Mas o monstro da parede nem ligou. Então Sérgio avisou:

- Aí vem um monstro com um olho só, duas bocas, três chifres e quatro trombas. E quando abriu os olhos, o monstro velho tinha ido embora da parede e lá estava

•    novo olhando para ele. Com seu olho só, suas duas bocas, seus três chifres, suas

quatro trombas. Daí a pouco Sérgio disse:

- Se ficar me olhando assim, eu chamo um monstro mais feio pra te assustar. Mas o monstro da parede nem ligou. Então Sérgio avisou:

- Aí vem o monstro com um olho só, duas bocas, três chifres, quatro trombas e

cinco umbigos.

E quando abriu os olhos, o monstro velho tinha ido embora da parede e lá estava

•    novo olhando para ele. Com seu olho só, suas duas bocas, seus três chifres, suas

quatro trombas, seus cinco umbigos. Daí a pouco Sérgio disse:

- Se ficar me olhando assim, eu chamo um monstro mais feio pra te assustar. Mas o monstro da parede nem ligou. Então Sérgio avisou:

- Aí vem um monstro com um olho só, duas bocas, três chifres, quatro trombas,

cinco umbigos e seis línguas.

E quando abriu os olhos, o monstro velho tinha ido embora da parede e lá estava o novo olhando para ele. Com seu olho só, suas duas bocas, seus três chifres, suas quatro trombas, seus cinco umbigos e suas seis línguas. Um monstro meio engraçado. Daí a pouco Sérgio disse:

- Se ficar me olhando assim, eu chamo um monstro mais feio pra te assustar. Mas o monstro da parede nem ligou. Então Sérgio avisou:

- Aí vem um monstro com um olho só, duas bocas, três chifres, quatro trombas,

cinco umbigos, seis línguas e sete rabos.

E quando abriu os olhos, o monstro velho tinha ido embora da parede e lá estava o novo olhando para ele. Com seu olho só, suas duas bocas, seus três chifres, suas quatro trombas, seus cinco umbigos, suas seis línguas e seus sete rabos. Sérgio estava com muita vontade de rir, mas disse:

- Se ficar me olhando assim, eu chamo um monstro mais feio pra te assustar. Mas o monstro da parede nem ligou. Então Sérgio avisou:

- Aí vem um monstro com um olho só, duas bocas, três chifres, quatro trombas,

cinco umbigos, seis línguas, sete rabos e oito corcovas.

E quando abriu os olhos, o monstro velho tinha ido embora da parede e lá estava o novo olhando para ele. Horroroso e engraçado, horrível e gozado. Com seu olho só, suas duas bocas, seus três chifres, suas quatro trombas, seus cinco umbigos, suas seis línguas, seus sete rabos, suas oito corcovas. Sérgio ficou ainda com mais vontade de rir, mas disse:

- Se ficar me olhando assim, eu chamo um monstro mais feio pra te assustar.

Mas o monstro da parede nem ligou. Então Sérgio avisou:

- Aí vem um monstro com um olho só, duas bocas, três chifres, quatro trombas, cinco umbigos, seis línguas, sete rabos, oito corcovas e nove pernas.

E quando abriu os olhos, o monstro velho tinha ido embora da parede e lá estava o novo olhando para ele. Horroroso e engraçado, horrível e gozado, horrendo e divertido. Com seu olho só, suas duas bocas, seus três chifres, suas quatro trombas, seus cinco umbigos, suas seis línguas, seus sete rabos, suas oito corcovas e suas nove pernas. Sérgio não agüentava mais de tanta vontade de rir, mas mesmo assim ainda disse:

- Se ficar me olhando assim, eu chamo um monstro mais feio pra te assustar.

Mas o monstro da parede nem ligou. Então Sérgio avisou:

- Aí vem um monstro com um olho só, duas bocas, três chifres, quatro trombas, cinco umbigos, seis línguas, sete rabos, oito corcovas, nove pernas, dez cores, onze caretas, doze sorrisos, treze risadinhas, quatorze gargalhadas, quinze cambalhotas...

E Sérgio ria tanto que nem conseguiu falar direito. Aí o monstro da parede se assustou com todas essas palhaçadas e foi embora. Sérgio riu muito até que acabou dormindo e sonhando. Sonhos em que não entraram monstros horrorosos, horríveis e horrendos, mas entraram monstros engraçados, gozados e divertidos. Com dezenas de risadas, centenas de gargalhadas e milhares de palhaçadas.

 

 

 

 

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